20/05/2004 13:21
os malditos vizinhos ficaram numa bateção de portão que ninguém acredita. Aí eu resolvi levantar, né? porque doendo a minha cabeça já estava mesmo... Aí levantei e almocei bolo! cake! de chocolate. porque ontem foi aniversário do tiago e eu fiz bolo.
Gente!! terminei o cachecol preto e estou avançando as agulhas no rosa bebê. é... um dia eu chego lá! devagar e sempre.
essa música é muito bonita. éuma homenagem a quem trabalha à noite
REM LYRICS
"Daysleeper"
Receiving department, 3 a.m.
Staff cuts have socked up the overage
Directives are posted.
No callbacks, complaints.
Everywhere is calm.
Hong Kong is present
Taipei awakes
All talk of circadian rhythm
I see today with a newsprint fray
My night is colored headache grey
Daysleeper
The bull and the bear are marking their territories
They're leading the blind with their international glories
I'm the screen, the blinding light
I'm the screen, I work at night.
I see today with a newsprint fray
My night is colored headache grey
Don't wake me with so much.
Daysleeper.
I cried the other night
I can't even say why
Fluorescent flat caffeine lights
Its furious balancing
I'm the screen, the blinding light
I'm the screen, I work at night
I see today with a newsprint fray
My night is colored headache grey
Don't wake me with so much.
The ocean machine is set to nine
I'll squeeze into heaven and valentine
My bed is pulling me,
Gravity
Daysleeper. Daysleeper.
Daysleeper. Daysleeper. Daysleeper.
esse terxto tb é muito bonito. Tive a oportunidade de entrevistá-lo. Excelente.
O porre do presidente - Artigo de Frei Betto Por Autor
Anda esquecido por aí o único filme dirigido pelo Henfil, "Deu no New York Times". É uma sátira. Num país miserável governado por um ditador, o jornal é ansiosamente aguardado a cada manhã para pautar a agenda do governo. Profeta, Henfil já nos alertava que o NYT não pode ser levado a sério. Trata-se de um pastelão que sempre se aliou à política colonialista e intervencionista da Casa Branca.
Por que o NYT não segue as pegadas do "Washington Post" e denuncia as torturas que as tropas americanas inflingem aos iraquianos? Por que não clama contra o campo de concentração, avesso à tradição jurídica, que os EUA instalaram na base naval de Guantánamo, violando a soberania de Cuba? Ninguém é capaz de imaginar uma base naval de Cuba nas costas da Califórnia, protegida pelo silêncio conivente da grande mídia...
Algo no governo Lula incomoda o NYT. Claro, este governo obrigou os EUA a rever a agenda da Alca; a OMC, em Cancún, a tratar com mais respeito os países emergentes; e, agora, pela primeira vez, os EUA se vêem punidos pela OMC no modo como conduzem sua política algodoeira. Como se destrói um símbolo? Qualquer manual de propaganda fascista revela a receita. Não convém criticar os princípios que ele encarna. Deve-se começar por ridicularizá-lo, como a foto de João Pedro Stédile retocada em capas de revista e de jornais para expressar um perfil demoníaco. Não se debate a importância da reforma agrária. Tenta-se fugir da questão política e centrar o alvo na mais vunerável: a moral. Assim foi com Luther King, acusado de ter várias amantes; com Mandela, tido como desequilibrado; com Gandhi, "um frouxo", na opinião de seus adversários, que o assassinaram.
Lula nunca teve qualquer dependência de álcool. Jamais freqüentou bares, mesmo no tempo em que, metalúrgico, isso era comum no ABC. Se toma um trago é por razões sociais, como também faço. Mas jamais em excesso ou para atingir aquele nível de inconsciência que abre espaço, em nosso comportamento, à irresponsabilidade. Mas Lula é viciado. Em política. Adora tomar porres homéricos de povão, com quem gosta de se misturar, abraçar e afagar. Ali, entre os pobres, sua adrenalina vai a mil. Por isso, fica de ressaca quando a conjuntura o obriga a aprovar um novo salário mínimo aquém de seu sonho e das necessidades dos trabalhadores e dos aposentados.
O NYT pretendeu minar a honra e a autoridade de nosso Presidente, porque este obrigou a Casa Branca a conter a sua sanha na Venezuela e em Cuba. Nosso governo restaurou o Mercosul, aproximou-o do Grupo Andino, e não apoiou a invasão do Iraque. O ministro Celso Amorim não fica descalço quando ingressa nos EUA, como o fazia o ministro das Relações Exteriores de FHC. Indagado nos EUA se gostava de Bush, Lula respondeu que gosta mesmo é da Marisa, com quem está casado há trinta anos. O NYT não pode suportar a autoridade moral e política de um retirante nordestino, que saiu da fábrica para presidir o Brasil. Por isso, tenta forçá-lo a beber o veneno destilado em suas páginas. Esquece que somos vacinados contra esse tipo de armação, como aquela que pretendeu atingir o ministro José Dirceu no caso Waldomiro. Ninguém acusa João Paulo II de corrupto porque seu assessor direto, monsenhor Paul Marcinkus, caiu nas malhas da Justiça italiana, acusado de fraude e evasão de divisas.
Deu no NYT que Lula bebe em excesso. A fonte, Leonel Brizola. Talvez Chico Buarque possa explicar quando canta o pote de mágoa. A embriaguez da derrota agride a lucidez da vitória. Mas quem tinha mesmo razão era o Henfil.
enviada por Bee!
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